Plataforma para o mar

Por Raíza Tourinho

Vista da janela do Boca de Galinha

Ao desembarcar na Plataforma, já no primeiro vislumbre, percebe-se que não é um lugar comum. A diferença de infra-estrutura, comparado com as outras estações, assusta. A Estação Almeida Brandão ostenta sofisticação digna da bela paisagem, da qual é figurante. A primeira vista é a da baía de todos os santos, que parece neste momento ter vida própria, convidando a apreciar sua indescritível beleza.

Boca de GEstação vista do Boca de Galinhaalinha

Pouco acima da estação, em uma rua da Plataforma, está o restaurante Boca de Galinha. Do alto, proporciona ao seu cliente um panorama perfeito da Baía, como uma ilustração exposta em sua imensa janela de concreto. Listado como um dos “101 bares para beber antes de morrer”, o Boca de Galinha é simples. Com um cardápio escrito à mão e sem placa, o restaurante só abre de Sexta a Domingo, e pode ser reconhecido pela grande quantidade de carros parados em sua porta.

O curioso nome remete ao dono que, segundo Edinilton Bonfim, seu filho, ganhou o apelido após apartar uma briga. Já as más línguas afirmam que o apelido remete a origem humilde de Nilton, o dono, que ao fundar o bar, não tinha dentadura. As opções de cardápio sã101 bares para beber antes de morrero variadas e mudam de acordo com o dia da semana. Sexta tem Peixe Frito e Agulha; Sábado, Lambreta e Caldo de Sururu; e no Domingo, Casquinha de Siri. Os pratos que mais vendem, porém, são as moquecas de Beijupirá e Camarão. O preço é pequeno se comparado com o benefício. A Moqueca de Beijupirá custa apenas R$ 28,00. Uma ótima opção para quem quer almoçar acompanhado da beleza da baía, aliado a deliciosos frutos desse mar, fresquinhos.

O saveiro

No saveiroPassando novamente pela estação de trem, chega-se ao Terminal Marítimo da Plataforma. Reinaugurado a pouco mais de um ano, depois de 22 anos desativada, do terminal partem saveiros que fazem a travessia Plataforma-Ribeira por apenas R$ 1. O passeio é surreal, é quase uma redescoberta da beleza e da serenidade. Pena, que dura pouco, cerca de cinco minutos. Mas é tempo suficiente para tornar essa agradável viagem inesquecível.

Segundo Reurys Fan, comandante da embarcação “Minha Deusa”, o turismo na região é intenso. No final de semana, chega a haver filas para embarcar nos saveiros. Ao questioná-lo sobre como se comunica com turistas estrangeiros, ele afirma: “vou me virando. Tem vezes que eu não entendo nada daí falo ‘beleza!’”Saveiro

A paisagem é linda, um colírio realmente, para quem fica estressado no dia-a-dia, vendo apenas prédios e avenidas. A sensação é de que a serenidade embarca conosco, ao balanço das ondas do mar. A espuminha produzida pelo saveiro e cheiro delicioso de maresia, aliado a um gostoso solzinho de fim de tarde, fecham com chave de ouro, esta deliciosa viagem de descoberta da cidade de todos os ritmos. Uma grande alternativa, para quem gosta de conhecer a natureza intrínseca das coisas.

 

A entrevista com Reurys:

Ponto Final

deliciosa sorveteria

Ao chegar ao fim da viagem, é predominante o gostinho de “quero mais”. Então, para não dar margens a (des)temperos, a solução é ir para a sorveteria da Ribeira, em frente ao ponto de chegada do Saveiro na Ribeira. Dona de diversos prêmios, a sorveteria é considerada, a melhor da cidade há 70 anos. Isso sim, que é uma delícia de viagem.

 

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